Threat Monitoring — Alertas por Palavra-chave // MÓDULOS

Threat Monitoring — Alertas por Palavra-chave

Vigilância recorrente por termos sobre o acervo que a plataforma coleta: Telegram, WhatsApp, fóruns, redes sociais, sites .onion, paste sites, repositórios de código, feeds de IOC, bases de credenciais e logs de infostealer. Um monitor descreve o que interessa; a coleta roda em cronograma próprio e o que casa vira alerta para triagem.

Visão Geral

Cada monitor tem nome único dentro da organização, categoria (doze opções, de detecção de ameaças a proteção executiva), equipe responsável (SOC, CSIRT, Threat Intelligence, DevSecOps, Compliance, Risk, Fraude, Proteção de Dados), prioridade e status.

A frequência vai de 1 minuto a 30 dias. O tempo limite de execução vai até 2 horas e o número de novas tentativas em caso de falha é configurável até dez. A execução é orquestrada por Airflow: o disparo manual enfileira a DAG, e o histórico guarda cada execução com duração, resultado e tendência.

Os termos ficam criptografados em repouso. Palavras-chave, lista de termos, comandos de busca e a descrição do monitor são gravados em campos cifrados. O que uma organização vigia é, em si, informação sensível: revela ativo, executivo e marca sob risco.

Como a Busca é Montada

Os termos viram cláusulas obrigatórias de frase sobre quatro campos do alerta — título, descrição, dado bruto e fonte. Aos termos somam-se operadores:

  • AND acrescenta termos obrigatórios;
  • OR vira um grupo em que ao menos um termo precisa aparecer;
  • NOT exclui o documento que contenha qualquer um dos termos.

Depois da consulta há um segundo passe de filtragem sobre o que voltou. Ele trata termo isolado com fronteira de palavra e expressão com espaço como substring — é o que impede que bin case dentro de binário e, ao mesmo tempo, permite casar “cartão de crédito” como frase. Os dois estágios existem porque a exclusão pela consulta sozinha não dá conta de negação sobre campos aninhados.

Triagem, Não Enxurrada

Um alerta nasce pendente. O analista o marca como válido ou ignorado, e essa decisão fica registrada com autor, data, severidade atribuída e a marcação de falso positivo. As três filas são navegáveis separadamente, com filtros por título, severidade, palavra que casou, família de stealer e presença de dados de cartão.

Enquanto isso, uma camada de expressões regulares etiqueta o alerta em dez categorias — credenciais, fraude, vazamento de dados, abuso de marca, phishing, dark web, malware, executivos, infraestrutura e redes sociais. A etiqueta orienta a fila; não decide nada.

O monitor também aceita uma configuração de triagem declarativa: escopo, entidades monitoradas, camadas de palavra-chave por criticidade, palavras negativas, padrões de validação e de descarte automático, fontes benignas conhecidas, janela de deduplicação em horas e limiar de pontuação. É a forma de dizer “ignore menção em contexto acadêmico” sem reescrever a consulta.

Recursos

  • 112 fontes de coleta mapeadas para índices dedicados
  • Resumo por IA opcional por alerta, com esquema fechado de tipos de ameaça — e filtro para ver só os alertas com ou sem resumo
  • Cruzamento com o acervo de vazamentos (combolists) e com pacotes de infostealer, incluindo filtro por família de stealer
  • Alertas viram item de incidente ou de relatório, individualmente ou em lote
  • Exportação dos alertas em XLSX
  • Soft delete com autor e data, versionamento da configuração e histórico de oito tipos de mudança
  • Dicionário de ativos da organização com 41 categorias em dez grupos, que alimenta os termos do monitor

Casos de Uso

  • Acompanhar menções de marca e de executivos em fóruns e canais fechados
  • Detectar credenciais corporativas em pacotes de infostealer, com família identificada
  • Vigiar campanha de um ator específico com termos positivos e negativos combinados
  • Alimentar a fila do SOC com alertas já categorizados e priorizados

O Que o Módulo Não Faz

  • Os canais de alerta são e-mail, Slack e webhook. Não há entrega nativa em Microsoft Teams nem em Discord — para esses, use o webhook.
  • O resumo por IA não decide se o alerta é válido. A validação é do analista, e é ela que fica registrada.
  • A categorização automática é lexical, por padrão de texto. Não é classificador treinado nem tem taxa de acerto publicada.
  • Não há reprocessamento retroativo automático do histórico quando se adiciona um termo novo ao monitor.

Integrações

  • Slack, e-mail e webhook customizado
  • Airflow (orquestração das execuções) e OpenSearch (acervo de coleta)
  • OODA Leaks, OODA Incident, OODA Reports e a API REST da plataforma

SLA & Garantias

Frequência de 1 minuto a 30 dias · termos criptografados em repouso · toda validação de alerta é assinada

Próximos Passos